domingo, 5 de abril de 2015

“Vou-me embora para Parságada”: o sonho de boa parte dos brasileiros"

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Prof.ª Joyce Oliveira
Redação d'O Historiante


O que este belo poema de Manuel Bandeira diz sobre nós?  Fala sobre um paraíso, tema este muito recorrente no imaginário dos sujeitos históricos, mas hoje aponta, sobretudo uma sociedade raivosa em ebulição no Brasil. Em pleno 31/03/2015 no qual relembramos 51 anos do Golpe Militar, o projeto de redução da maioridade penal é aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. O que isto aponta? A princípio, pode-se dizer que é uma resposta às demandas populares que sentem que a Justiça de nosso país não “pune” corretamente os meliantes. Mas como eu disse, só a primeira vista.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Dica Cultural- Um Rio Surreal...

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Fernanda Moreira
Redação d'O Historiante

A cidade desespero, o Rio 40°, a cidade maravilhosa, "o purgatório da beleza e do caos"... E, pelo andar dos últimos acontecimentos, a cidade do surreal... o Rio de Janeiro recebeu no dia 30 de maio, no Centro Cultural Banco do Brasil, a exposição Salvador Dalí. Sendo assim, até o dia 20 de setembro, passear pelas salas do CCBB será um momento único para ver de perto e apreciar 150 obras do famoso pintor catalão. Consagrado pelos trabalhos elaborados no período surrealista, a exposição extrapola esse limite e apresenta diferentes fases do artista. Na verdade, como descrevem os curadores, a ideia é  "mostrar o Dalí surrealista, mas também aquele que se antecipa ao seu tempo, que é audacioso, que defende a liberdade de imaginação do artista em sua própria criação”. A exposição é um passeio pela vida e obra do pintor, aliás, é uma retrospectiva que explora a criação e as diferentes fases de Dalí - mesmo dando uma ênfase maior ao período surrealista do artista. 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Greve é um direito Fundamental!

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Nos últimos meses temos assistido no Brasil a um pipocar de greves por todo o país e a resposta dos governos, ao invés de negociação, tem sido um ataque generalizado a esse legítimo direito. Estamos vivendo um momento de cooptação de poderes como jamais visto na história deste país. Rasgam a Carta Magna sem cerimônias e tudo se resume ao avanço desenfreado da privatização de todos os serviços públicos em nome de grandes desvios de verbas e inimagináveis alianças politicas.


A verdade é que os direitos dos cidadãos a cada dia mais estão sendo vilipendiadosMilitarização nas favelas, genocídio, gentrificação, perseguição política, tortura e pressão aos ativistas, expulsão de índios de suas terras centenárias e a frequente judicialização das greves. Trabalhadores são ameaçados de demissão, sendo o caso dos metroviários o mais recente e com maior repercussão, mas não o único. Como podemos verificar nas reportagens destacadas abaixo:

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Querem que eu torça...

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Aline Martins
Redação d'O Historiante.


Nessa Copa tenho me recusado a torcer pela seleção brasileira, também não torço contra. Simplesmente não torço. Procuro ignorar as partidas.
Creio mesmo que a última Copa pela qual torci pela seleção, me emocionei e vibrei de verdade foi a de 1994. Tinha então 14 anos à época.
Alguns amigos e familiares estranham, me questionam, me cobram.
Querem que eu torça...

terça-feira, 10 de junho de 2014

As festas de Junho no "Brazil", não são da Copa: Viva São João!!!!

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Tatiane Duarte
Da Redação d´O Historiante


 "A pregação de São João Batista", de Francesco Ubertini Bacchiacca

Pula a fogueira de São João!

"Em toda a Europa os camponeses têm, desde tempos imemoriais, o costume de acender fogueiras em certos dias do ano e dançar e saltar à volta delas. Costumes desse tipo podem remontar, segundo as evidências históricas, à Idade Média, e sua analogia com costumes semelhantes observados na Antiguidade contribui, com forte coerência interna, para provar que sua origem deve ser procurada num período muito anterior à difusão do cristianismo. Na verdade, a mais antiga prova de sua ocorrência no norte da Europa nos é proporcionada pelas tentativas feitas pelos sínodos cristãos, no século VIII, para acabar com esses costumes, sob a alegação de que eram ritos pagãos. [...]. Mas a época em que geralmente essas festas dos fogos eram realizadas em toda a Europa é o solstício de verão, isto é, a véspera do solstício (23 de junho) ou o próprio dia do solstício (24 de junho). O solstício de verão é o grande momento na carreira do sol, quando, depois de ir subindo dia a dia, cada vez mais alto no céu, ele pára e, a partir de então, faz de volta o caminho celeste que havia  trilhado. Esse momento não podia ser visto senão com preocupação pelo homem primitivo. As fogueiras do solstício de verão existiram em toda essa região do globo, desde a Irlanda, no oeste, até a Rússia, no leste, e da Noruega e da Suécia, no norte, até a Espanha e a Grécia, no sul. Segundo um autor medieval, as três grandes características da comemoração do Solstício de Verão eram as fogueiras, a procissão com tochas pelos campos e o costume de fazer girar uma roda. [...]. Embora   se possa considerar  como  certa  a  origem  pagã  do costume, a Igreja Católica lançou sobre ele um véu   cristão, declarando ousadamente que as fogueiras eram acesas em sinal do regozijo geral pelo nascimento do Batista, que oportunamente veio ao mundo no solstício de verão, exatamente como fez seu grande sucessor,  no solstício de inverno, de modo que se podia afirmar que todo o ano girava em torno desses dois eixos dourados dos dois grandes aniversários" (FRAZER, 1890, s/p)

Em Junho o que o Brasil sedia mesmo são as festas populares juninas, especialmente na região Nordeste. Quadrilhas, quermesses, pau-de-sebo, correio elegante (ou do amor), casamento, balões, brincadeiras, quentões, bandeirinhas, fogueiras. Qual a história desta festividade que expressa a cultura popular brasileira e marca o calendário anual do país. com ou sem Copa do Mundo?

segunda-feira, 2 de junho de 2014

A hora e a vez de Carolina Maria de Jesus: Um centenário de histórias

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Fernanda Moreira
Redação d'O Historiante

"Eu disse: O meu sonho é escrever! Responde o branco: Ela é louca. O que as negras devem fazer... É ir pro tanque lavar roupa."

 "As oito e meia eu já estava na favela respirando o odor dos excrementos que mescla com o barro podre. Quanto estou na cidade tenho a impressão que estou na sala de visitas com seus lustres de cristais, seus tapetes de viludos, almofadas de sitim. E quando estou na favela tenho a impressão que sou um objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despejo."

Em 1960, o Brasil e o mundo conheciam Carolina Maria de Jesus. A "escritora favelada", a escritora "vira-lata" e tantas outras alcunhas que marcaram o lançamento de "Quarto de Despejo", obra que abria o caminho para uma série de livros publicados pela autora. Esse ano comemoramos o centenário de seu nascimento e nada melhor do que falar um pouco da vida e do trabalho desta escritora. Silenciada, por vezes, pela história dos "grandes homens" ou sentenciada (apenas) sob o rótulo da escritora pobre e negra que conseguiu contar as suas mazelas, Carolina está além. É certo que não podemos esquecer do seu lugar e de seu discurso. Mulher, negra, pobre, mãe solteira, com pouquíssimo estudo, migrante, moradora de favela, doméstica e catadora de papel. Compositora, cantora e escritora.